terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Reflexão: Nesta sua jornada, o que importa? O caminho percorrido ou o destino final?



Quando falamos sobre o Amor, pensamos logo no amor entre duas pessoas, entre um homem e uma mulher, porém o amor é muito mais abrangente. Existe o amor entre amigos, entre irmãos, o amor incondicional das mães por seus filhos e existe o amor pelo nosso trabalho, sem amor nada é possível.

O trabalho feito com amor é gratificante para aquele que realiza e também para aquele que o recebe. Quando crio minhas mandalas, o amor está ali em cada linha, em cada cor que escolho para dar harmonia ao trabalho.  A energia do amor está em cada mandala que teço, em cada detalhe, senão fosse desta forma não conseguiria fazer do meu trabalho algo gratificante para mim e para o outro.

A reflexão que propus é sobre a felicidade, a vida, o caminho percorrido e o destino almejado, e qual a relação que existe entre o caminho e o destino com as mandalas, você deve estar se perguntando.

Ao iniciar o trabalho de tecer uma mandala, se escolhe as cores, separa-se os materiais necessários e começa então o trabalho, porém  no decorrer do mesmo podemos ir e voltar, ou seja, fazer e desfazer quantas vezes quisermos, com nossos pensamentos acontece o mesmo, podemos dar início a um pensamento desorganizado e depois organizamos novamente, procurando outra forma de percepção do que acontece. Através do trabalho com as mandalas, organiza-se pensamentos, situações  inacabadas, realiza-se fechamentos, ou seja, há a possibilidade de dar novo sentido as situações.  

Percorre-se um caminho, que é o ato de tecer, até a finalizacão da mandala, na qual, admiro, contemplo e penso como cheguei até este momento final, como percorri as etapas deste trabalho para chegar aonde cheguei. As mandalas são um trabalho de autoconhecimento e de autopercepção de como o sujeito funciona, tendo ele a possibilidade de entrar em contato com si mesmo nesta caminhada ao destino almejado.

Vale a reflexão, o que é mais importante para você o caminho percorrido ou o destino alcançado? Não há respostas certas ou erradas, há somente o autoconhecimento de como você responde aos estímulos externos e como você responde a isso tudo, o mundo está em constante movimento e você está nele, você não é um mero espectador, você atua no mundo mesmo quando você pensa que não está atuando, escolhas são feitas todos os dias. Perceba-se.




"A criação de algo novo é consumado pelo intelecto, mas despertado pelo instinto de uma necessidade pessoal.  A mente criativa age sobre algo que ela ama."




Carl Gustav Jung


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Psicoterapia com Arte


Segundo Carl Jung, as mandalas representam a totalidade da mente, abarcando tanto o consciente como o inconsciente. A mandala representa o ser humano. Interagir com ela nos ajuda a curar a manifestar nossa criatividade e a re-conectar-nos com nosso ser essencial. É como começar uma viagem para nossa essência, nos abre portas até agora desconhecidas e faz com que brote nossa sabedoria interior.

Carl Jung dizia que “A mandala possui uma eficácia dupla:conservar a ordem psíquica se ela já existe; restabelecê-la,se desapareceu. Nesse último caso, exerce uma função estimulante e criadora.”

Os benefícios de tecer mandalas:

- Permite um trabalho de meditação ativa;

- Nos conecta com nossa essência;

- Proporciona fluidez com o mundo exterior;

- Ajuda a expandir nossa consciência;

- Desenvolve a paciência;

- Diminuição da ansiedade e o estresse;

- Aumento da atenção, concentração, da criatividade;

- Melhora na coordenação motora de membros superiores;

- Aumenta a intuição, da auto-estima e auto-aceitação;

- Cura física, emocional e psiquicamente;

- Permite o reequilíbrio e o recentrar-se;

- Nos provê de intuição criativa, sossego, harmonia e paz interior;

- Preservando e organizando a saúde psíquica;

- A confecção de mandalas, após um bom relaxamento, permite o encontro do indivíduo com conteúdos inconscientes que possibilitarão o autoconhecimento e ampliação de consciência;

- Benefícios sociais.

Bete Dias
Artesã e Psicóloga

Origem da técnica